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Decoração do aniversário de Cáceres é confeccionada por reeducandos

Raquel Teixeira | Sejudh/MT

Sejudh
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Reeducandos da unidade prisional de Cáceres trabalharam para deixar a cidade mais bonita no aniversário de fundação da ‘Princesinha do Paraguai’. Com orientação de técnicos da Secretaria Municipal de Turismo e Meio Ambiente, os reeducandos confeccionaram com garrafas PET as esculturas que enfeitam vários pontos da cidade. 

O trabalho, que já foi feito também durante o tradicional Festival Internacional de Pesca, colabora para dar mais cor às ruas da cidade e evitar que milhares de garrafas plásticas vá parar nos rios. Trabalharam nesse projeto do aniversário 30 reeducandos da ala evangélica da unidade prisional. 

Para confeccionar as esculturas de garrafas, os reeducandos participaram de uma oficina que faz parte do projeto Cáceres Ecológica, uma parceria entre a Prefeitura de Cáceres, empresa de saneamento Águas do Pantanal e o Sistema Prisional. O projeto inclui a coleta de garrafas pet, a oficina e a montagem da decoração. 

O diretor da cadeia de Cáceres, Revetrio Costa, explica que a oficina integra uma série de atividades desenvolvidas pela unidade para qualificação dos reeducandos. Com essa atividade, eles ganham a chance de ter um trabalho, aprendem e tem a oportunidade de remição de pena. “Além disso, outras parcerias firmadas com a unidade prisional, empresas e o poder público de Cáceres têm proporcionado diversas capacitações, fazendo com que possamos dar uma atividade ao reeducando, como por exemplo, a oficina de corte e costura dentro da unidade, os cursos de qualificação do Senai e o emprego de mão de obra em atividades da prefeitura”.

 A vila de São Luís de Cáceres foi fundada em 6 de outubro de 1778 pelo tenente de Dragões Antônio Pinto Rego e Carvalho, por determinação do quarto governador e capitão-general da capitania de Mato Grosso, Luís de Albuquerque de Melo Pereira e Cáceres. 

Cáceres, com o nome de Vila-Maria do Paraguai, em homenagem à rainha reinante de Portugal. No início, o povoado de Cáceres não passava de uma aldeia, centrada em torno da igrejinha de São Luiz de França. A Fazenda Jacobina destacava-se na primeira metade do século XIX por ser a maior da província de Mato Grosso em termos de área e produção. Foi lá que Sabino Vieira, chefe da Sabinada, a malograda revolução baiana, refugiou-se e veio a morrer em 1846.

 Em 1860, Vila-Maria do Paraguai já contava com sua Câmara Municipal, mas só em 1874 foi elevada à categoria de cidade, com o nome de São Luiz de Cáceres, em homenagem ao padroeiro e ao fundador da cidade. Em 1938, o município passou a se chamar apenas Cáceres. Em fevereiro de 1883, foi assentado na Praça da Matriz, atual Barão do Rio Branco, o Marco do Jauru, comemorativo do Tratado de Madri, de 1750. Junto com a Catedral de São Luís - cuja construção teve início em 1919, mas só foi concluída em 65 -. os dois monumentos estão até hoje entre os principais atrativos turísticos da cidade.

 Com informações do livro MT e seus Municípios