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Parceiros proporcionam qualificação profissional a reeducandos de Água Boa

Desde 2016, quando teve início o projeto de qualificação, 490 certificações foram emitidas pelo Senar-MT em diversos cursos na área agrícola
Assessoria | Sesp-MT

- Foto por: SENAR
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Uma parceria entre o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural em Mato Grosso (Senar-MT), Sindicato Rural de Água Boa e a penitenciária Major Zuzi Alves da Silva já proporcionou qualificação a 490 reeducandos da unidade prisional do Araguaia, desde 2016.

Nesta semana, uma turma de 17 recuperandos recebeu a certificação do curso de operação e regulagem de implementos agrícolas para semeadura.

O diretor adjunto da penitenciária de Água Boa, Valmir Christ, relata que há ex-reeducandos que atualmente trabalham como operadores de máquinas. "A gente busca capacitar esses reeducandos para a reinserção social, de uma forma que eles busquem uma vida digna através do trabalho. Hoje a mão de obra qualificada no campo é muito escassa, então nós buscamos capacitá-los desenvolvendo esses cursos que tem demanda na região”. 

O presidente do Sindicato Rural de Água Boa, Antônio Fernandes de Mello, explica que propôs a parceria à penitenciária em 2016 para capacitar e qualificar os reeducandos. Em 2016 foram três treinamentos e 45 certificados. Em 2017, o número aumentou para sete treinamentos e 105 certificados. Já em 2018 foram nove turmas e 135 certificados e, em 2019, já foram realizados 13 treinamentos e emitidos 205 certificados.

"Ainda temos mais quatro turmas para capacitar. As áreas de máquinas e implementos agrícolas e horticultura são as mais procuradas. Nestes quatro anos nunca tivemos nenhum problema com estas turmas. Tudo é feito com muita segurança e percebemos que há um interesse grande dos reeducandos para aprender e se preparar para atuar no mercado após cumprirem a pena”, diz o presidente do Sindicato Rural.

Para o superintendente do Senar-MT, Otávio Celidonio, é gratificante ver o sucesso desta parceria entre Sindicato Rural e a penitenciária Major PM Zuzi Alves da Silva. "As vagas são concorridas e, isso mostra que as pessoas querem a qualificação. Elas querem estar preparadas para o mercado de trabalho quando terminarem de cumprir a pena".

Neste ano foram ofertadas outras cinco capacitações para atuação na cadeia produtiva da soja e do milho.

Com informações da Assessoria Senar-MT