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Publicação científica aponta vantajosidade financeira na contratação de mão de obra de recuperando

Luiz Gustavo Miranda de Paula | Diretor Executivo da Fundação Nova Chance

- Foto por: sejudh
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Vislumbrando novos horizontes com o crescimento quantitativo de contratação de mão de obra de reeducandos em Mato Grosso no ano de 2018, por intermédio da Fundação Nova Chance, me dediquei a elaboração de um artigo científico, elencando os instrumentos legais que permeiam esta modalidade de contrato e apresentando os comparativos financeiros com outras práticas de contratação. Confira a íntegra do artigo

Podemos considerar que, muito além do quesito financeiro, cada recuperando que trabalha de forma remunerada possibilita o resgate de sua dignidade, de maneira que este possa ofertar suporte aos seus familiares, ser inserido no convívio social extramuros e se preparar para o mercado de trabalho. Ficando nítido que nas Unidades Penais, onde existem possibilidades de trabalho, a manutenção da disciplina é muito mais efetiva.

Ao longo do estudo foram realizadas as composições de custos, considerando remuneração de um salário vigente, alimentação, transporte, aquisição de equipamentos de proteção individual, tarifas e impostos. Como esperado, encontrou-se uma relevante economia na contratação de mão de obra remunerada de recuperandos.

Estimou-se que em todo ano de 2018, o Governo do Estado de Mato Grosso economizou um montante de R$ 2.364.015,60, enquanto empresas Privadas e Prefeituras economizaram o montante de R$ 4.854.741,92 . Esta economia é fruto da comparação dos valores de contratação de empresa terceirizadas com os custos de contratação da mão de obra remunerada de recuperando por intermédio da Fundação Nova Chance.

Devido sua grande relevância o estudo foi publicado na revista científica Semana Acadêmica, veículo eletrônico da Unieducar Inteligência Educacional de Fortaleza (CE).